Ela Consolou o Filho do Chefão da Máfia em Italiano — E Descobriu Que o Pai Era o Homem Mais Temido de Chicago

olhar dele.

— Ouvi rumores sobre você.

Não sei quais são verdadeiros.

Mas sei que Luca é apenas uma criança e que estava assustado.

Foi por ele que fiquei no parque.

Alessandro permaneceu em silêncio.

Por fim, afastou o envelope.

— Então não vou obrigá-la a aceitar.

Antes que Sophia pudesse responder, pequenos passos ecoaram no corredor.

— Sophia!

Luca apareceu segurando um ursinho de pelúcia e correu diretamente para ela.

Sophia se ajoelhou e abriu os braços.

O menino a abraçou com a força de quem temia que ela desaparecesse se a soltasse.

— Eu sabia que você voltaria — disse ele em italiano.

— Eu também queria ver você, piccolo.

Alessandro observou a cena sem dizer nada.

Desde a morte da mãe de Luca, o menino havia se tornado mais quieto.

Tinha pesadelos, recusava-se a ficar longe do pai e raramente se aproximava de desconhecidos.

Sophia, porém, não exigira nada dele.

Não fizera perguntas sobre sua família nem tentara impressioná-lo.

Apenas o ouvira.

Quando Luca finalmente se afastou, Sophia percebeu que o pai estava olhando para os dois com uma expressão diferente.

— Ele fala de você desde ontem — admitiu Alessandro.

— Não sei como conseguiu deixá-lo tão tranquilo em tão pouco tempo.

— Crianças percebem quando alguém está falando com elas de verdade.

A frase pareceu atingir Alessandro mais profundamente do que Sophia imaginara.

Então um estrondo veio da área externa do edifício.

Em segundos, a atmosfera mudou.

Os seguranças fecharam as cortinas, bloquearam as portas e levaram Luca para uma área protegida.

Alessandro colocou Sophia atrás de si, pedindo que ela não se movesse.

Seu telefone vibrou.

Na tela, havia uma fotografia de Luca diante da janela, tirada naquela mesma manhã.

A mensagem que a acompanhava era curta: Um pai poderoso sempre tem uma fraqueza.

Sophia sentiu o sangue gelar.

— Quem enviou isso?

— Alguém que quer me atingir — respondeu Alessandro.

Ele deu ordens rápidas a Marco.

O prédio foi isolado, as câmeras foram verificadas e os seguranças começaram a procurar qualquer sinal de invasão.

Logo ficou claro que a fotografia não poderia ter sido obtida sem que alguém conhecesse a rotina da família.

Havia um traidor dentro da própria equipe.

Alessandro mandou que Sophia permanecesse com Luca em uma sala segura.

O menino tremia e apertava o ursinho contra o peito.

Ela se sentou ao lado dele e começou a conversar em italiano, pedindo que lhe contasse sobre seu desenho favorito e a árvore que havia colocado no papel.

Pouco a pouco, a respiração de Luca se acalmou.

— Meu pai está bravo? — perguntou ele.

— Seu pai está preocupado com você.

— Ele fica bravo quando tem medo.

Sophia olhou para a porta fechada.

Naquela frase simples, reconheceu algo que os adultos costumavam esconder: Alessandro talvez fosse poderoso o bastante para fazer uma cidade inteira temê-lo, mas não sabia como explicar seu próprio medo ao filho.

Quando ele retornou, Luca já estava mais tranquilo.

Alessandro se agachou diante do menino, verificou se estava bem e o abraçou por alguns segundos.

Foi um gesto breve, mas Sophia percebeu que aquele pai precisava daquele abraço tanto quanto a criança.

Marco chegou com informações sobre a fotografia.

Ela havia sido enviada por alguém que utilizara um dispositivo interno de comunicação.

O responsável conhecia

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