Eles Me Trancaram em Trabalho de Parto e Voltaram Para Uma Surpresa

dourada que balançava com o vento.

A irmã de Camila saiu carregando um bolo e reclamando que o sol da Flórida estava derretendo a cobertura.

Camila riu.

Durante muito tempo, o som das fechaduras tinha ficado associado ao pior momento de sua vida.

Por isso, semanas depois do divórcio, ela mandara substituir a porta inteira.

Escolheu uma porta azul-escura com uma fechadura simples e segura, que podia ser aberta normalmente por dentro.

Não porque tivesse medo de ficar presa outra vez.

Mas porque queria que sua casa deixasse de carregar a lembrança física daquela manhã.

Luna bateu a mão na madeira e soltou uma gargalhada.

Camila beijou a testa da filha.

Onze meses antes, deitada no mármore, ela tinha pedido a Renato que não a deixasse sozinha.

Agora entendia que aquela não fora a pergunta mais importante.

A pergunta importante era por que ela havia passado tantos anos tentando convencer alguém a escolhê-la quando já possuía o direito de escolher a si mesma.

Camila abriu a porta.

Do lado de dentro havia música, família, comida e vozes de pessoas que tinham aparecido quando ela realmente precisou.

Ela entrou carregando Luna.

E, dessa vez, quando a porta se fechou atrás dela, o som não pareceu uma prisão.

Pareceu segurança.

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