Minha irmã disse que eu não estava na lista do casamento. Ela não sabia que o vinhedo de US$ 4 milhões pertencia a mim

financeira não foi o que provocou a maior crise daquele dia.

O noivo, Daniel, já havia ouvido uma versão diferente da história.

Savannah lhe dissera que eu era ressentida, que não apoiava o relacionamento e que havia escolhido me afastar para não participar da felicidade dela.

Também afirmara que eu não queria que a família se aproximasse do casal.

Quando Daniel soube que eu era a proprietária do local e que nossa avó havia preferido ficar comigo, começou a questionar a história que lhe contaram.

Ele pediu para falar com a assessora em particular.

Queria saber se eu havia tentado cancelar o casamento ou criar algum problema.

Ela confirmou que eu mantivera o contrato, não interferira na cerimônia e apenas organizara um almoço no jardim particular da minha residência.

Daniel ficou ainda mais confuso.

Pouco depois, apareceu no portão do jardim.

Estava de terno, sem gravata, e parecia ter envelhecido vários anos em poucos minutos.

— Lila, preciso entender o que aconteceu.

Olhei para minha avó, que segurava uma xícara de chá junto à janela.

Depois, voltei a atenção para ele.

— O que exatamente Savannah contou a você?

Daniel hesitou.

— Disse que você não queria vir.

Que estava com ciúmes do casamento e que tinha decidido afastar a família porque não conseguia aceitar que ela fosse feliz.

— Ela me disse que eu não estava na lista.

Minha mãe pediu que eu não fizesse uma cena.

Foi isso que aconteceu.

Ele baixou os olhos.

— Ela também disse que você não tinha nenhuma relação com esta propriedade.

— Eu não tenho obrigação de apresentar meu patrimônio para ser tratada com respeito.

Mas, sim, o vinhedo é meu.

Daniel olhou para as colinas, depois para a casa de pedra.

— Não é o dinheiro que me preocupa.

É o fato de ela ter me contado uma história e você estar aqui, sem tentar prejudicar ninguém, enquanto ela afirma que você quer destruir o casamento.

Antes que eu pudesse responder, o telefone dele tocou.

Era Savannah, exigindo saber por que ele havia desaparecido pouco antes da cerimônia.

Ele atendeu e colocou a ligação no viva-voz.

— Savannah, por que você disse que sua irmã decidiu não vir se foi você quem a excluiu?

A voz dela ficou aguda.

— Ela está tentando transformar meu casamento em um espetáculo! Está usando a propriedade para me humilhar!

Daniel olhou para mim e depois para o jardim, onde nossa avó conversava com os parentes.

— Ela não cancelou nosso evento.

Não interrompeu a cerimônia.

Não fez nada além de receber pessoas em sua própria casa.

Você me disse que ela era a responsável por afastar a família, mas parece que você está tentando controlar quem pode ou não estar por perto.

Savannah começou a chorar.

Não sei se eram lágrimas de tristeza, raiva ou medo de perder o controle da situação.

— Você vai acreditar nela em vez de acreditar em mim?

— Quero acreditar em você.

Mas preciso que me diga a verdade.

A ligação terminou sem resposta.

Naquele momento, os telefones da família começaram a tocar sem parar.

Minha mãe queria saber por que Daniel estava questionando a noiva.

Uma tia perguntou se o casamento seria adiado.

Outros parentes mandavam mensagens tentando descobrir como a irmã que supostamente não tinha lugar

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